Dra. Rowena Moraes · Rio Claro/SP
Cirurgia íntima feminina
Não existe uma vulva padrão. Existe a sua anatomia, a sua queixa e o tratamento certo para você.
Mas atenção: mulher nenhuma merece conviver com nenhum tipo de desconforto.
Antes de qualquer procedimento, é preciso compreender o que incomoda você: desconforto com roupas, dor ou atrito durante exercícios, incômodo nas relações, alterações após a gestação ou perda de peso, flacidez, assimetrias, mudanças da menopausa ou simplesmente uma característica anatômica que passou a gerar sofrimento.
A avaliação ginecológica permite entender sua anatomia, sua função e suas expectativas para definir se existe indicação cirúrgica — ou se outra abordagem pode ser mais adequada.
Meu objetivo é preservar anatomia, função, sensibilidade e naturalidade, construindo um tratamento individualizado para cada mulher.
01
Pequenos lábios aumentados ou assimétricos
Algumas mulheres sentem incômodo com o tamanho ou formato dos pequenos lábios, seja pelo atrito com roupas, desconforto durante atividades físicas, relação sexual ou pela forma como percebem a própria anatomia.
A ninfoplastia ou labioplastia remodela os pequenos lábios quando existe indicação, respeitando proporção, anatomia e preservação funcional.
02
Sensação de flacidez vaginal
Depois de partos vaginais e com o passar dos anos, algumas mulheres percebem menos firmeza na região, sensação de “frouxidão”, ar entrando no canal vaginal ou mudança nas sensações durante a relação.
A avaliação diferencia o que vem da musculatura, do períneo ou da parede vaginal. O tratamento pode incluir fisioterapia do assoalho pélvico, tecnologias em casos selecionados ou correção cirúrgica, quando há indicação.
03
Flacidez ou perda de volume dos grandes lábios
Envelhecimento, emagrecimento, alterações hormonais e mudanças de composição corporal podem modificar volume, qualidade da pele e sustentação dos grandes lábios.
Dependendo da avaliação, o tratamento pode envolver abordagens cirúrgicas, preenchimento, bioestimulação ou associação com tecnologias.
04
Alterações do períneo após os partos
Lacerações, episiotomias, cicatrizes e alterações anatômicas após partos vaginais podem causar desconforto e mudanças na região perineal.
A perineoplastia, quando indicada, busca reconstruir a anatomia e restaurar a estrutura perineal. O planejamento depende do exame físico e das queixas apresentadas pela paciente.
05
Monte pubiano aumentado ou flácido
O monte pubiano também pode apresentar aumento de volume, excesso de gordura ou flacidez.
A avaliação pode indicar tratamentos específicos de acordo com a predominância de gordura, pele ou associação entre as duas alterações.
06
Escurecimento da região íntima
A coloração da vulva varia muito entre mulheres e pode mudar ao longo da vida.
Quando existe uma queixa de hiperpigmentação, é fundamental investigar fatores como atrito, inflamação, alterações hormonais e características individuais da pele antes de indicar um tratamento.
Dependendo do caso, podemos discutir protocolos dermatológicos e tecnologias direcionadas à qualidade da pele, com expectativas realistas.
07
Clitorotomia e clitoroplastia
O aumento do clitóris pode acontecer pelo uso de hormônios, como testosterona e anabolizantes, por alterações hormonais como a síndrome dos ovários policísticos ou por características congênitas. Muitas mulheres convivem com incômodo, atrito e constrangimento sem saber que existe tratamento.
Após avaliação detalhada, podem ser indicadas técnicas como a clitoroplastia ou a clitorotomia, planejadas para preservar as estruturas neurovasculares responsáveis pela função e pela sensibilidade.
08
Ressecamento vaginal e desconforto nas relações
Alterações hormonais, menopausa, pós-parto, amamentação e alguns tratamentos podem deixar a mucosa vaginal mais fina e seca, causando ardência, irritação e dor durante as relações.
A avaliação define o melhor caminho, que pode incluir tratamento hormonal local, hidratantes vaginais e, em casos selecionados, tecnologias regenerativas, sempre com expectativas realistas.
09
Incontinência urinária
Perder urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer exercícios é comum, mas não é normal. Estima-se que entre 25% e 45% das mulheres convivam com algum grau de incontinência.
A avaliação identifica o tipo de perda (por esforço, por urgência ou mista) e define o tratamento, que pode incluir fisioterapia pélvica, tratamento hormonal local, tecnologias em casos selecionados e, quando indicado, correção cirúrgica.